Quais são os deveres das pessoas casadas – com relação aos cônjuges?

Os deveres das pessoas casadas, com relação aos seus cônjuges, estão contidos no artigo 1.566, do Código Civil, da seguinte forma:
“São deveres de ambos os cônjuges:
I – fidelidade recíproca;
II – vida em comum, no domicílio conjugal;
III – mútua assistência;
IV – sustento, guarda e educação dos filhos;
V – respeito e consideração mútuos.” Gostou do tema dessa postagem? Se quiser, deixe seu comentário no formulário abaixo.

O marido pode contestar a paternidade do filho – nascido de sua esposa?


Sim, o marido pode contestar a paternidade do filho nascido de sua mulher, sendo tal ação imprescritível (artigo 1.601, do Código Civil).
Nessa situação, a ação negatória de paternidade é destinada a acabar com a presunção quanto ao filho nascido da mulher, na constância do casamento, diante de fidelidade que deve existir entre os cônjuges, indicada no artigo 1.566, I, do Código Civil.
Interessante informar que, cabe, apenas, ao marido contestar a paternidade do filho de sua esposa, bom base nesse artigo 1.601, do Código Civil, mas, contestada a filiação, os herdeiros do impugnante têm direito de prosseguir na ação, conforme determina o parágrafo único, desse mesmo artigo 1.601,do Código Civil. Gostou do tema dessa postagem? Se quiser, deixe seu comentário no formulário abaixo.

Não havendo pacto antenupcial, qual regime de bens regula o patrimônio de pessoas casadas?

Para começar, é importante explicar que, regime de bens, entre pessoas casadas, é o conjunto de regras que regem os interesses econômicos e patrimoniais do casal.

 Importante, também, é explicar que, conforme o artigo 1.639, os nubentes (pessoas com casamento pretendido) podem, através de documento denominado pacto antenupcial, estipular quanto aos seus bens, escolhendo um dos quatro os regimes de bens oferecidos no nosso Código Civil, que são: Regime da Comunhão Parcial, Regime da Comunhão Universal, Regime da Participação Final nos Aquestos e Regime da Separação de Bens.

Não havendo estipulação prévia, conforme acima indicado, ou sendo essa estipulação nula ou ineficaz, o regime de bens que rege os interesses econômicos ou patrimonial do casal é o da comunhão parcial, determinado pelo artigo 1.640, do nosso Código Civil, abaixo copiado.

“Art. 1.640. Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão parcial.”

Regime de bens que regula o patrimônio de pessoas casadas –

Não havendo pacto antenupcial, qual regime de bens regula o patrimônio de pessoas casadas?


Primeiramente, é importante informar que, regime de bens, entre pessoas casadas, é o conjunto de regras que regem os interesses econômicos e patrimoniais do casal.
Nesse sentido, também, é importante informar que, conforme o artigo 1.639, os nubentes (pessoas com casamento pretendido) podem, através de documento denominado pacto antenupcial, estipular quanto aos seus bens, escolhendo um dos quatro os regimes de bens oferecidos no nosso Código Civil, que são: Regime da Comunhão Parcial, Regime da Comunhão Universal,Regime da Participação Final nos Aquestos e Regime da Separação de Bens.

Não havendo estipulação prévia, conforme acima indicado, ou sendo essa estipulação nula ou ineficaz, o regime de bens que rege os interesses econômicos ou patrimonial do casal é o da comunhão parcial, determinado pelo artigo 1.640, do nosso Código Civil, abaixo copiado.
“Art. 1.640. Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão parcial.” Gostou do tema dessa postagem? Se quiser, deixe seu comentário no formulário abaixo.

Casamento – Regime de Bens entre Cônjuges – Regime de Participação Final nos Aquestos –

Regime de participação final nos aquestos

O Regime de participação final nos aquestos é um regime de bens, existente entre pessoas casadas ou conviventes, com regras que ditam sobre os interesses econômicos e patrimoniais do casal; no qual, cada cônjuge possui patrimônio próprio, que possuía ao casar e os por ele adquiridos, a qualquer título, na constância do casamento.
O conceito do regime de participação final nos aquestos é previsto pelo Código Civil, nos artigos 1672 e 1673, da seguinte forma:
“Art. 1.672. No regime de participação final nos aquestos, cada cônjuge possui patrimônio próprio, consoante disposto no artigo seguinte, e lhe cabe, à época da dissolução da sociedade conjugal, direito à metade dos bens adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento.
Art. 1.673. Integram o patrimônio próprio os bens que cada cônjuge possuía ao casar e os por ele adquiridos, a qualquer título, na constância do casamento.
Parágrafo único. A administração desses bens é exclusiva de cada cônjuge, que os poderá livremente alienar, se forem móveis.” Leia, também, Casamento – Regime da comunhão parcial de bens – Clique aqui para visitar o canal do YouTube da Advogada Ana Lucia Nicolau

Indenização por danos morais – Infidelidade Conjugal –

O pedido de indenização, por infidelidade conjugal, é juridicamente possível, uma vez que, a infidelidade conjugal viola um dos deveres dos cônjuges no casamento (artigo 1.566, I, do Código Civil), ou seja, é um ato ilícito que causa dano moral ao cônjuge ofendido (artigo 186, do Código Civil).
O pedido de indenização deve ser fundamentado no artigo 927, do nosso Código Civil, pois, esse dispositivo legal, determina que, quem por ato ilícito (na situação o artigo 186 do Código Civil) causar dano a outrem, fica obrigada a repará-lo.
Por outro lado, é razoável o entendimento de que, esse pedido de indenização por dano moral, decorrente da infidelidade conjugal, deve ser acompanhado do pedido de divórcio, pois, o desejo, do cônjuge ofendido, em manter o casamento, com o ofensor, descaracteriza a ofensa moral suscetível à reparação. Gostou do tema dessa postagem? Se quiser, deixe seu comentário no formulário abaixo. Leia, também, outras postagens clicando em categorias ou tags.

Sustento da família e educação dos filhos

Sustento da família e educação dos filhos –


Para pessoas casadas, ambos os cônjuges são responsáveis pelo sustento familiar e educação dos filhos?
Sim, conforme o artigo 1.568, do Código Civil, “Os cônjuges são obrigados a concorrer, na proporção de seus bens e dos rendimentos do trabalho, para o sustento da família e a educação dos filhos, qualquer que seja o regime patrimonial.”

Quando o casamento religioso pode ser equiparado ao casamento civil?

O casamento religioso pode ser equiparado quando atender às exigências da lei, para a validade do casamento civil, conforme determina o artigo 1.515 do Código Civil, abaixo copiado.
“Art. 1.515. O casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.”

Quando a compra a crédito – feita por pessoa casada – independente de autorização de seu cônjuge -é de responsabilidade do casal?

A pessoa casada pode, independentemente de autorização de seu cônjuge, comprar a crédito algo necessário à economia doméstica, conforme determina o nosso Código Civil, no artigo 1.643, I, da seguinte forma:
“Art. 1.643: Podem os cônjuges, independentemente de autorização um do outro:
I – comprar, ainda a crédito, as coisas necessárias à economia doméstica;
II – obter, por empréstimo, as quantias que a aquisição dessas coisas possa exigir.”
Por outro lado, é importante destacar que as dívidas contraídas, para os fins do artigo 1.643, acima indicado, obrigam solidariamente ambos os cônjuges, conforme determina o art. 1.644, também do Código Civil, da seguinte forma:
“Art. 1.644. As dívidas contraídas para os fins do artigo antecedente obrigam solidariamente ambos os cônjuges.”