Direito do Idoso – O Poder Público está encarregado de fornecer – de forma gratuita – medicamentos à pessoa idosa?

Direito do Idoso – O Poder Público está encarregado de fornecer - de forma gratuita - medicamentos à pessoa idosa?

Direito do idoso – fornecimento gratuito de medicamentos – Incumbência do Poder Público

Direito do idoso e o dever do Poder Público no fornecimento gratuito de medicamentos. Esse é o Tema dessa postagem.

Com efeito, o direito do idoso receber medicamentos, de forma gratuita, é dever do Poder Público. Essa ordem é do parágrafo 2º, artigo 15, do Estatuto do Idoso.

Direito à saúde – fundamental do idoso

Primeiramente, e mais importante, é explicar que, o fornecimento gratuito de medicamentos, pelo Poder Público, faz parte do direito fundamental à saúde da pessoa idosa. Como resultado, o artigo 15, do Estatuto do idoso elabora forma de agir no atendimento a esse direito. Assim, faz parte dessa elaboração a atenção integral à saúde do idoso, por meio do Sistema Único de Saúde – SUS. Além disso, ficam garantidas ações e serviços com ligação contínua, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde da pessoa idosa. A lei destaca a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos.

Fornecimento de elementos indispensável à saúde do idoso

Nesse sentido, são colocados elementos indispensáveis, para o cumprimento ao direito fundamental do idoso à saúde. Isso, a partir da elaboração prevista no artigo 15, do Estatuto do Idoso. Esses elementos estão nos artigos 15 a 19. Contudo, é importante, também, indicar que, a nossa Constituição Federal, no artigo 146 ordena que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Políticas sociais e econômicas devem garantir esse direito à pessoa idosa.

Fornecimento gratuito de medicamentos através do SUS

O fornecimento gratuito de medicamentos, geralmente, é feito pelo SUS – Sistema Único de Saúde. Porém, alguns medicamentos não são disponibilizados . Isso, seguindo a estrutura indicada no artigo 15, do Estatuto do Idoso, . São vários os motivos de negativa de distribuição de alguns medicamentos pelo SUS. Nesse sentido, são exemplos: fornecimento de medicamentos experimentais e a ausência de registro na Anvisa.

Pedido de decisão judicial para a garantia do direito à saúde do idoso

O idoso pode pedir, por ação no judiciário, decisão ordenando que o Poder Público cumpra com sua responsabilidade de prestar assistência integral à sua saúde. Contudo, é importante destacar, também, que, o processo judicial seguirá procedimento específico, indicado pela legislação, para o julgamento adequado ao caso concreto, na ação promovida pela pessoa idosa, visando o cumprimento de seu direito.

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Decisão do STJ libera paciente internado -compulsoriamente – em clínica de reabilitação –

Decisão do STJ - lInternação compulsória, para tratamento de dependência química -

Internação compulsória, para tratamento de dependência química. A falta de concordância do psiquiatra foi considerada, para liberação de paciente internado, por decisão do STJ. Esse é o tema dessa postagem.

Considerações sobre a Decisão

Habeas corpus para liberar um paciente da internação compulsória. Essa foi a decisão tomada pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido, a internação foi em clínica de reabilitação, para tratamento de dependência química. Não houve concordância do psiquiatra. Assim, a Terceira Turma do STJ entendeu:

1) Com efeito, a internação compulsória deve ser evitada. Isso, em qualquer estabelecimento.

2) Dessa forma, deve a internação, somente, como último recurso na defesa do internado.

3) Além disso, o parecer médico deve ser levar em conta a necessidade da da internação, conforme elementos concretos e técnicos .

4) Nesse sentido, a internação contrariou a recomendação expressa do psiquiatra que acompanhava o paciente.

Por fim, o site do STJ divulgou a decisão, ontem, dia 13/12/21, em uma notícia com o título “Terceira Turma libera paciente internado compulsoriamente sem a concordância do psiquiatra”. O número do recurso não foi divulgado.processo correu em segredo de justica, por isso, o

Final

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Diabético – necessidade de estar inscrito em programa de educação para diabéticos – Para recebimento gratuito de medicamentos –

Diabético – necessidade de estar inscrito em programa de educação para diabéticos - Para recebimento gratuito de medicamentos


Programa de educação para diabéticos. Necessidade de estar inscrito, para recebimento gratuito de medicamentos . Esse é o tema dessa postagem.

Resposta

Primeiramente, indo direto ao ponto do tema, sim. Estar inscrito em programa de educação especial para diabéticos é condição para o recebimento dos medicamentos, de forma gratuita. Essa condição está colocada no parágrafo 3º, do artigo 1º, da Lei 11.347/2006.

Outras explicações

Porém, vale a pena informar que, diabético é a pessoa com doença chamada diabetes. Nesse sentido, diabetes é doença que deixa elevada a taxa de glicose no sangue de uma pessoa. Assim, glicose é a principal fonte de energia para os organismos vivos. Por isso, é muito importante a taxa de glicose permanecer até o limite do padrão estabelecido como nível normal, para o ser humano.

Da Lei

Com efeito, a Lei 11.347/2006, no artigo 1º, trata, justamente, da distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar aos portadores de diabetes, inscritos em programas de educação para diabéticos. Certamente, a ordem é no sentido de distribuição de medicamentos ao diabético, pelo SUS -Sistema Único de Saúde.

Final

Dessa forma, a lei e as explicações acima respondem o tema dessa postagem. Qualquer outra explicação é desnecessária.

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Alguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a uma intervenção cirúrgica?

Alguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a uma intervenção cirúrgica?

Intervenção cirúrgica. Risco de vida. Esse é o tema dessa postagem.

Alguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a uma intervenção cirúrgica?

Primeiramente, constranger é tirar a liberdade de escolha. Ou seja, a dúvida é se uma possoa pode passar por uma cirurgia, contra sua livre vontade.

Resposta

Não, ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. Essa é a ordem do artigo 15, do Código Civil.

Final

Dessa forma, a lei responde à pergunta feita no início dessa postagem. Com efeito, qualquer outra explicação irá além do limite da resposta. Além disso, nesse site o leitor ou a leitora encontra textos nas áreas do Direito Civil, no que diz respeito à pessoa, à família, à herança, aos bens, às obrigações individuais e solidárias e aos contratos. Além disso, também, estão presentes textos na área do Direito do Consumidor, nas relações de consumo. Certamente, o objetivo principal é conseguir esclarecer as dúvidas do leitor ou da leitora, de forma clara e objetiva. Assim, para saber outras informações interessantes sobre assuntos jurídicos Clique Aqui

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Cirurgia plástica reparadora da mama – realizada pelo SUS – nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer

Cirurgia plástica reparadora da mama. Realiação pelo Sistema Único de Saúde – SUS, Obrigatoriedade garantida, para os casos de mutilação, decorrentes de tratamento de câncer. Esse é o tema dessa postagem.

Explicação Geral

Primeiramente, é importante informar que, é ordem da lei 9.797/99, nos artigos 1º e 2º, a obrigação do SUS realizar a cirurgia plástica reparadora da mama, em caso de mutilação total ou parcial. Essa ordem é para caso de mutilação da mama, decorrente de utilização de técnica de tratamento de câncer.

Outras Explicações

São importantes, também, as seguites informações:

1) a reconstrução será efetuada no mesmo tempo cirúrgico de retirada da mama doente, havendo condições técnicas;

2) é garantido o acompanhamento da paciente, bem como, a realização da cirurgia para reconstrução da mama, após alcançadas as condições clínicas necessárias, havendo a impossibilidade de reconstrução imediata, no mesmo tempo cirúrgico de retirada da mama doente;

3) a cirurgia plástica que reconstruir a mama mutilada precisa deixar as duas mamas o mais simétricas possível. Ou seja, a reconstruída e a mama sadia precisam ficar bem parecidas.

Essas são as ordens dos parágrafos 1º, 2º e 3,º da lei 9.797/99.

Final

Dessa forma, as explicações, acima, respondem à pergunta feita. Certamente, qualquer outra explicação ultrapassará o limite da resposta e tornará repetitivo o texto dessa postagem.

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Diabético – Recebimento Gratuito de Medicamentos Necessários –

Diabético – Recebimento Gratuito de Medicamentos Necessários

Diabético tem direito ao recebimento gratuito de medicamentos necessários?

Primeiramente, vale a pena informar que, diabético é a pessoa com doença chamada diabetes. Nesse sentido, diabetes é doença que deixa elevada a taxa de glicose no sangue de uma pessoa. Glicose é a principal fonte de energia para os organismos vivos. Por isso, é muito importante a taxa de glicose permanecer até o limite do padrão estabelecido como nível normal, para o ser humano.
Com efeito, a Lei 11.347/2006 trata da distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários à sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar aos portadores de diabetes. Com certeza, a ordem é no distribuição de medicamentos ao diabético, pelo SUS -Sistema Único de Saúde. Essa é a previsão do artigo 1º. Porém, vale a pena informar que, essa distribuição de medicamento está vinculada aos inscritos em programas de educação para diabéticos. Por fim, a necessidade de inscrição do diabético em progamas de educação para diabéticos, é a condição colocada no parágafor 3º, desse mesmo artig 1º, da Lei 11.347/2006.

Dessa forma, a lei e as explicações acima respondem à pergunta feita no início dessa postagem. Certamente, qualquer outra explicação irá além do limite da resposta.

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Equoterapia, como método de reabilitação, voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência

Equoterapia – Lei 13.830/19

A equoterapia, como método de reabilitação, voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência, está determinada no parágrafo 1º, do artigo 1º, da lei 13.830/2019, que entrou em vigor em novembro de 2019, dispõe sobre a prática da equoterapia, da seguinte forma:
“Equoterapia, para os efeitos desta Lei, é o método de reabilitação que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência”

Notícia do Judiciário – Decisão da Terceira Turma do STJ – garantia da continuidade de tratamento de saúde – vítima de acidente automobilístico –

Gostei da decisão, tomada pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, mantendo julgado anterior, para permitir que uma vítima de acidente automobilístico levantar o valor de R$ 300 mil, depositado judicialmente, para garantir a continuidade de seu tratamento de saúde.
A decisão foi divulgada, no site do STJ, em uma notícia, abaixo copiada, com o título “Mesmo antes da sentença, vítima de acidente poderá levantar R$ 300 mil para manter tratamento médico”
“Com base no poder geral de cautela e na possibilidade de reapreciação de pedidos cautelares em razão de novos fatos, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve acórdão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) que permitiu à vítima de um acidente automobilístico levantar o valor de R$ 300 mil, depositado judicialmente, para garantir a continuidade de seu tratamento de saúde.
Em decisão anterior, o TJBA havia condicionado o saque do dinheiro pela vítima à demonstração de fatos novos que o justificassem e à apresentação de caução, mas o próprio tribunal reviu essa posição diante de documentos médicos juntados ao processo.
Após acidente envolvendo veículo de uma empresa de combustíveis, a vítima, que sofreu diversas sequelas, ajuizou ações indenizatória e cautelar. Em decisão liminar, o juiz autorizou que ela levantasse o valor de aproximadamente R$ 300 mil para cobrir as despesas médicas.
Contra a decisão, a empresa interpôs agravo de instrumento no TJBA, mas a corte rejeitou o recurso por considerar que houve comprovação das despesas e que a situação era urgente, não podendo a vítima ser prejudicada com a paralisação de seu tratamento.
No acórdão, o TJBA também considerou que o longo trâmite processual poderia trazer danos graves à vítima, que há aproximadamente dez anos está em estado de saúde precário e depende de tratamento especializado para sobreviver.
Demora processual
Por meio de recurso especial, a empresa de combustíveis alegou ao STJ que o tribunal baiano havia proferido decisão anterior em que condicionava a avaliação sobre levantamento do dinheiro depositado à apresentação de caução, mas mudou de posição sem que houvesse fatos supervenientes.
O relator do recurso, ministro Marco Aurélio Bellizze, afirmou que o poder geral de cautela é atribuído ao Judiciário com o objetivo de instrumentalizar a prestação jurisdicional com ferramentas capazes de eliminar – ou pelo menos mitigar – os efeitos decorrentes da demora natural da tramitação processual.
Entretanto, o ministro lembrou que o exercício desse poder não é ilimitado, devendo observar os requisitos para o deferimento de medidas excepcionais, como a existência de perigo de dano e ameaça de lesão a direito evidente.
Por outro lado, disse o relator, o instituto da preclusão decorre da necessidade de impulsionamento do processo e tem relação com o princípio da celeridade processual e com os fundamentos éticos da boa-fé e da lealdade processual.
“Em virtude dessa ética erigida em torno da boa-fé e da lealdade, a qual deve ser observada com mais razão pelo Estado-juiz imparcial, o instituto da preclusão consumativa não se incompatibiliza com o poder geral de cautela. Ao contrário, ambos devem se harmonizar para possibilitar que a demanda siga o devido processo legal, alcançando o resultado final e definitivo o mais breve possível”, ponderou.
Requisitos atendidos
Segundo Bellizze, é necessário verificar no caso dos autos se, em virtude da decisão anterior do TJBA que fixou condições futuras para requerimentos de levantamento – entre as quais a caução –, o novo pedido de liberação de valores poderia ser deferido sem consideração daquelas condições ou se, ao contrário, essa nova apreciação esbarraria na preclusão consumativa.
O ministro destacou que o acórdão do TJBA foi expresso ao reconhecer que o novo pedido de levantamento atendia aos requisitos da decisão transitada em julgado, na medida em que foi acompanhado de documentos que comprovavam os gastos médicos e farmacêuticos. De igual forma, o tribunal entendeu que a necessidade de prestação de caução poderia ser dispensada, já que estava em questão a proteção da saúde e da vida da vítima.
De acordo com o relator, a análise da liberação da caução pelo TJBA envolveria reexame de fatos e provas – o que não é possível em recurso especial em razão da Súmula 7 do STJ.
“Assim sendo, a despeito de todo o louvável esforço argumentativo da recorrente, não se afigura viável a alteração das conclusões do acórdão recorrido sem que se reapreciasse com profundidade toda a dilação probatória envolvida no caso concreto, inclusive questões relativas ao longo lapso temporal de tramitação da presente demanda”, concluiu o ministro.
Esta notícia refere-se ao(s) processo(s): REsp 1604051″

Equoterapia – Conceito

Nesse mês de maio, foi promulgada a lei 13.830/2019 que entrará em vigor em novembro de 2019 e dispõe sobre a prática da equoterapia, cujo conceito está determinado no parágrafo 1º, do artigo 1º, dessa lei 13.830/2019, da seguinte forma: “Equoterapia, para os efeitos desta Lei, é o método de reabilitação que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência”

Quarta Turma do STJ consolida entendimento entre os colegiados – estabelecendo que as operadoras de planos privados de saúde não podem rescindir unilateralmente e sem motivo idôneo os contratos coletivos com menos de 30 beneficiários

Gostei da decisão, tomada pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, consolidando o entendimento entre os colegiados de direito privado do STJ ao estabelecer que as operadoras de planos privados de saúde não podem rescindir unilateralmente e sem motivo idôneo os contratos coletivos com menos de 30 beneficiários.
Abaixo a notícia, publicada no site do STJ, com o título “Operadora não pode rescindir sem motivo plano de saúde coletivo com menos de 30 usuários” divulgando a decisão.
“A Quarta Turma consolidou o entendimento entre os colegiados de direito privado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao estabelecer que as operadoras de planos privados de saúde não podem rescindir unilateralmente e sem motivo idôneo os contratos coletivos com menos de 30 beneficiários.
Ao negar provimento ao recurso especial de uma operadora, o colegiado consignou que, nessa hipótese, as bases atuariais são semelhantes às das modalidades individual ou familiar, em que há maior vulnerabilidade do consumidor.
O caso julgado pelo STJ teve origem em ação ajuizada por uma empresa contábil após a operadora do plano rescindir unilateralmente o contrato coletivo firmado em 1994 e que contemplava apenas cinco beneficiários, todos com idade superior a 60 anos.
Em primeiro e segundo graus, a Justiça de São Paulo julgou a ação procedente e manteve vigente o contrato.
Três espécies
A relatora do recurso no STJ, ministra Isabel Gallotti, explicou que a Lei 9.656/1998 distinguiu três espécies de contratação de plano ou seguro de assistência à saúde – individual ou familiar, coletivo empresarial e coletivo por adesão –, cujas características foram regulamentadas pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde (ANS) na Resolução Normativa 195.
Segundo ela, o plano individual ou familiar pode receber adesões livremente de pessoas naturais, “sendo lícitas as cláusulas contratuais que estabeleçam prazos de carência e exigências mais severas ou coberturas parciais temporárias para os casos de doenças preexistentes”.
Já o plano empresarial é destinado ao conjunto de indivíduos ligados a determinada pessoa jurídica por vínculo jurídico empregatício ou estatutário, podendo a cobertura abranger sócios, administradores, funcionários demitidos, aposentados e estagiários, bem como seus familiares.
Por fim, no coletivo por adesão, podem aderir aqueles que tenham vínculo com pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, como conselhos profissionais, entidades de classe, sindicatos, cooperativas e entidades estudantis.
A ministra esclareceu que, para as duas espécies de contratação coletiva – empresarial ou por adesão –, a Resolução 195 proíbe que as operadoras “selecionem riscos entre os beneficiários mediante o acréscimo de exigências diversas das necessárias para o ingresso nos quadros da pessoa jurídica contratante”. No entanto, permite a inclusão de cláusula que preveja o encerramento do contrato ou a suspensão das coberturas, observando, no caso de rescisão imotivada, o prazo mínimo de 12 meses de vigência da contratação e a notificação com antecedência mínima de 60 dias.
Para a ministra, a distinção entre os planos individuais ou familiares e os de natureza coletiva feita pela lei e pela ANS “teve por objetivo conferir maior proteção aos titulares de planos individuais, diante da posição de maior vulnerabilidade do consumidor singularmente considerado e, também, inserir mecanismo destinado a permitir que, nos contratos coletivos, a pessoa jurídica contratante exerça o seu poder de barganha na fase de formação do contrato, presumindo-se que o maior número de pessoas por ela representadas desperte maior interesse da operadora do plano de saúde”.
Regime de grupamento
A relatora ressaltou que, no caso da empresa de pequeno porte, o reduzido número de filiados impõe que “a eventual necessidade de tratamento dispendioso por parte de um ou de poucos deles seja dividida apenas entre eles, ensejando a incidência de elevados reajustes no valor das mensalidades e, em consequência, a excessiva onerosidade para o usuário suportar a manutenção do plano de saúde, inclusive em decorrência da reduzida margem de negociação da empresa estipulante”.
Segundo Gallotti, essas circunstâncias tornam as bases atuariais dos contratos de planos de saúde coletivos com poucos aderentes semelhantes às das modalidades individual ou familiar, sendo essa a razão pela qual a ANS estabelece regras de agrupamento de contratos com menos de 30 usuários, quantidade que instituiu como vetor para a apuração do reajuste das mensalidades de cada um dos planos agrupados.
“Tais contratos devem ser agrupados com a finalidade de redução do risco de operação e apuração do cálculo do percentual de reajuste de cada um deles, com a óbvia finalidade de ensejar a manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial da carteira da operadora, evitando, com isso, sejam fadados à extinção, desvirtuando o próprio escopo inerente a contratos de plano de saúde”, afirmou a relatora.
Em seu voto, a ministra lembrou que esse foi o entendimento adotado pela Terceira Turma no julgamento do REsp 1.553.013, de relatoria do ministro Villas Bôas Cueva.
Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):REsp 1776047”