Direito do Consumidor – Cláusula Abusiva –

O contrato, feito entre fornecedor e consumidor, fica sem validade se tiver declarada a nulidade de cláusula contratual abusiva?

Não, o nosso Código de Defesa do Consumidor, artigo 51, § 2°, determina que:
“A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes”

Emissão de apólice de seguro

A apólice de seguro pode ser emitida sem prévia proposta escrita?

Não, o nosso Código Civil, tratando do contrato de seguro, no artigo 759, determina que:
“A emissão da apólice deverá ser precedida de proposta escrita com a declaração dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco.”

Pagamento pelo serviço de corretagem

Havendo a venda de um imóvel, com a intermediação de mais de um corretor como deve ser dividido o valor da corretagem?

Primeiramente, é importante destacar que o nosso Código Civil regula a corretagem nos artigos 722 a 729.
Sobre o negócio concluído com a intermediação de mais de um corretor, o artigo 728 determina que:
“Se o negócio se concluir com a intermediação de mais de um corretor, a remuneração será paga a todos em partes iguais, salvo ajuste em contrário”

Pródigo interditado

Quais atos não podem ser praticados por pródigo interditado – sem acompanhamento do curador?

Para começar, é importante explicar que, pródigo é o indivíduo que gasta de forma imoderada, desperdiçando seus bens, podendo inclusive, comprometer seu patrimônio.
Com base no Código Civil, artigo 1.767-V, é possível ocorrer a declaração de incapacidade do pródigo, para a prática de determinados atos da vida civil, ficando dependente de curatela – função exercida pelo curador, para a proteção da pessoa e dos bens do interditado.
O artigo 1.782, do Código Civil, determina com clareza quais atos não podem ser praticados pelo pródigo interditado, sem seu curador, da seguite forma:
”A interdição do pródigo só o privará de, sem curador, emprestar, transigir, dar quitação, alienar, hipotecar, demandar ou ser demandado, e praticar, em geral, os atos que não sejam de mera administração.”