Para o Código Civil – Quais motivos impedem a configuração da união estável?

Para o Código Civil – Quais motivos impedem a configuração da união estável?

União Estável. Motivos que impedem a a configuração da união estável. Esse é o tema dessa postagem. Assim, tenha uma boa leitura.

Explicações

O parágrafo 1º, do artigo 1.723, do Código Civil, prevê que a união estável não se constituirá se estiverem presentes os impedimentos, para o casamento, constantes no artigo 1521, com exceção das pessoas separadas de fato (casadas que não formalizaram o fim do casamento, através do divórcio).
Nesse sentido, sobre os impedimentos, para o casamento, o artigo 1.521, do Código Civil, prevê:
“Art. 1.521. Não podem casar:
I – os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II – os afins em linha reta;
III – o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV – os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V – o adotado com o filho do adotante;
VI – as pessoas casadas;
VII – o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.”

Final

Dessa forma, a lei e as explicações acima respondem à pergunta feita no início dessa postagem. Assim, qualquer outra explicação irá além do limite da resposta. Além disso, nesse site o leitor ou a leitora encontra textos nas áreas do Direito Civil, no que diz respeito à pessoa, à família, à herança, aos bens, às obrigações individuais e solidárias e aos contratos. Além disso, também, estão presentes textos na área do Direito do Consumidor, nas relações de consumo. Certamente, o objetivo principal é conseguir esclarecer as dúvidas do leitor ou da leitora, de forma clara e objetiva. Assim, para saber outras informações interessantes sobre assuntos jurídicos Clique Aqui

Gostou do tema dessa postagem? Se quiser, deixe seu comentário no formulário abaixo.

Clique aqui para visitar o canal da Advogada Ana Lucia Nicolau no YouTube

Para o Código Civil, como deve ser feita a conversão da União Estável em Casamento?

Para o Código Civil, a união estável pode ser convertida em casamento com base no artigo 1.726 que determina: “A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil”
Importante destacar que, a lei não indica prazo de convivência do casal para possibilitar o pedido de conversão de união estável em casamento.
Assim, para a conversão da união estável em casamento, basta que os companheiros assumam a existência da convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família, através de pedido de conversão da união estável em casamento, feito de comum acordo por ambos, ao juiz.

Regime de bens aplicado para regular a relação patrimonial na união estável

Primeiramente, é importante explicar que o regime de bens é o conjunto de regras que rege os interesses econômicos e patrimoniais do casal, no casamento ou na união estável.
Quanto à relação patrimonial na união estável, o nosso Código Civil, artigo 1.725, determina:
“Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens.”
Nesse sentido, os companheiros poderão indicar, através de contrato escrito, um dos quatro regimes de bens previstos no Código Civil (artigos 1.658 a 1.688), para regular a relação patrimonial, existente entre eles, que são: Regime da Comunhão Parcial, Regime da Comunhão, Universal Regime da Participação Final nos Aquestos e Regime da Separação de Bens
Por outro lado, se os companheiros não indicarem, através de contrato escrito, o regime para regular a relação patrimonial, existente entre eles, será aplicado, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens.

10ª-Câmara de Direito Privado-do-TJSP nega pedido de alimentos em caso de extinção de União Estável –

Interessante decisão, tomada 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, na Apelação nº 0001499- 98.2012.8.26.0648, mantendo decisão de 1º grau que indeferiu pedido de alimentos à uma mulher que, alegou que, durante a união estável, usufruiu vida confortável e próspera, além disso, que não poderia aguardar a tomada de posse dos bens partilhados, sem receber pensão alimentícia, pelo entendimento de que não foi demonstrada a necessidade da apelante, enfermeira, com rendimento mensal de R$1.700,00. Abaixo, a ementa do acórdão que, explica a situação e aponta o entendimento que conduziu ao não acolhimento das razões de apelação:
“ALIMENTOS Alegação da companheira de que usufruiu vida confortável e próspera durante a união estável, com todo tipo de comodidade e que após o término da união não poderá manter o mesmo padrão – Alegação, também, de que não pode aguardar a tomada de posse dos bens partilhados, sem receber pensão alimentícia – Pedido de sejam fixados quatro salários mínimos – Mulher, no entanto, funcionária pública municipal, com cargo de enfermeira e rendimentos de R$ 1.700,00 – Ausência de demonstração de necessidade, especialmente tendo em conta a partilha dos bens, dentre eles de cotas de sociedade pertencente ao casal, o que possibilitará sua mantença – Pedido não acolhido – Sentença mantida.”

Para o Código Civil – Quais são os deveres pessoais entre os companheiros na união estável

Muito importante trazer, para esse espaço de informações jurídicas, que nosso Código Civil determina, no artigo 1.724, sobre as relações pessoais entre os companheiros, na união estável, obedecerão aos deveres de lealdade, respeito e assistência.
Indo um pouco mais além, fazendo parte das relações pessoais e da estrutura familiar, na união estável, quanto à responsabilidade dos companheiros, é importante informar -quanto aos filhos – esse mesmo artigo de lei determina que, os companheiros precisam obedecer aos deveres de guarda, sustento e educação. Gostou do tema dessa postagem? Se quiser, comente no formulário abaixo.

Diferença entre namoro qualificado e união estável –

Gosto da explicação dada no voto do Ministro Luis Felipe Salomão (Relator) paginas 9/10 no RECURSO ESPECIAL Nº 1.558.015 – PR (2015/0136813-3):
“A união estável, por se tratar de estado de fato, demanda, para sua conformação e verificação, a reiteração do comportamento do casal que revele, a um só tempo e de parte a parte, a comunhão integral e irrestrita de vidas e esforços, de modo público e por lapso significativo. Noutro ponto, o namoro, por inexistir entre aqueles que se relacionam a affectio maritalis, que é a afeição conjugal ou o fito de se constituir família, não preenche os requisitos para ser considerado uma entidade familiar, mesmo que estejam presentes características como estabilidade, intimidade e intensa convivência. Avançando nas modalidades de relacionamento, é relativamente recente o julgado deste Superior Tribunal que reconheceu a configuração do namoro qualificado, que tem, como principal traço distintivo da união estável, a ausência da intenção presente de constituir uma família.”

Para o contexto, são interessantes os itens 2 a 4, que estão na ementa do acórdão do recurso acima mencionado: “2. As relações afetivas são inquestionavelmente complexas e, da mesma forma, o respectivo enquadramento no ordenamento, principalmente, no que respeita à definição dos efeitos jurídicos que delas irradiam. 3. A união estável, por se tratar de estado de fato, demanda, para sua conformação e verificação, a reiteração do comportamento do casal, que revele, a um só tempo e de parte a parte, a comunhão integral e irrestrita de vidas e esforços, de modo público e por lapso significativo. 4. Não é qualquer relação amorosa que caracteriza a união estável. Mesmo que pública e duradoura e celebrada em contrato escrito, com relações sexuais, com prole, e, até mesmo, com certo compartilhamento de teto, pode não estar presente o elemento subjetivo fundamental consistente no desejo de constituir família.”